Estrutura de produto em vários níveis, ordem de produção que baixa o componente e dá entrada no acabado, rendimento com o refugo rateado no que saiu bom. Não é controle de estoque com outro nome.
cada nível puxa o custo do nível de baixo, pronto
A ordem de produção é um documento com três momentos. Em cada um deles, está escrito exatamente o que acontece no estoque — porque movimento de estoque não se desfaz com Ctrl+Z.
Escolhe a estrutura e a quantidade. O sistema copia os componentes com a quantidade já multiplicada pelo fator do lote — 40 cadeiras de uma estrutura que rende 10 é fator 4×.
Estoque: nada se move. Intenção não baixa material.
O encarregado clica em iniciar e a fábrica começa. O custo da ordem é congelado neste instante: a partir daqui, mexer na estrutura não mexe mais nesta ordem.
Estoque: saída de cada componente, do depósito que você escolheu.
Informa quanto saiu bom e quanto foi refugo. Sai o rendimento do lote e o custo unitário realizado — o número que define se o preço de tabela ainda paga a fábrica.
Estoque: entrada do produto acabado, com lote quando o produto exige.
São as quatro perguntas que a fábrica faz todo dia. Um sistema que só responde o caso perfeito é descoberto no primeiro turno.
Faltou tecido no meio do lote. E agora?
A ordem mostra a falta antes de iniciar, item por item, com quanto falta de cada um — e deixa iniciar mesmo assim. Fábrica real começa lote com material chegando no meio do turno; sistema que proíbe isso é contornado por fora, e aí o estoque para de contar a verdade. O saldo fica negativo, que é o sinal correto: existe material comprometido que não está na prateleira.
Planejei 200 litros e saíram 180. Onde foram os 20?
Para o refugo, registrado como refugo. O rendimento do lote vira 90% e o custo dos componentes é dividido só pelo que saiu bom: o litro sai de R$ 31,46 para R$ 34,96. A perda não desaparece da conta — ela é cobrada de quem ficou bom, que é como o custo conta a verdade.
O lote se perdeu inteiro. Cancelo a ordem?
Não: o material já saiu da prateleira. Conclua com quantidade 0 — é o registro honesto de uma produção que se perdeu. Cancelar só existe enquanto a ordem está planejada, e com o motivo escrito. Ordem em produção que "desaparece" é um buraco no estoque sem explicação.
O cliente reclamou do lote de abril. O que entrou nele?
O produto com controle de lote recebe, na conclusão, o número da própria ordem como lote — OP-0003 — com a validade calculada. Do lote na prateleira você chega à ordem, da ordem aos componentes consumidos e de cada componente à nota de compra. Em formulação química e alimento isso é exigência legal, não conforto.
Indústria compra insumo, vende o acabado e precisa fechar o mês. O financeiro aqui é completo, não um módulo reduzido para constar.
Um componente pode ser outra estrutura. O custo do subconjunto entra pronto, com os componentes dele dentro — e o fator de correção cobra a perda de processo sobre o bruto, que é o que a empresa pagou.
A reposição da matéria-prima nasce do estoque mínimo, vira pedido ao fornecedor e, no recebimento, entra no almoxarifado e no contas a pagar de uma vez.
O material sai de um depósito e o acabado entra em outro, como na planta de verdade. O extrato de cada item mostra de onde veio e por qual documento.
O custo unitário da produção é o piso do preço. Com ele na mão, o desconto que o vendedor pede deixa de ser palpite.
A receber, a pagar, fluxo de caixa, DRE, balancete, livro razão e extrato bancário por OFX. O contador recebe planilha e PDF por e-mail.
O encarregado abre a ordem, confere o que falta e conclui o lote pelo celular. Nenhuma tela do sistema pede rolagem lateral para caber.
A conta de demonstração é uma fábrica de móveis com quatro ordens: uma planejada com falta de tecido à vista, uma em produção com os componentes já baixados, um lote de verniz concluído a 90% de rendimento e uma cancelada com o motivo escrito.
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Os números desta página são os da própria demonstração: a cadeira a R$ 51,25, o verniz a R$ 34,96 o litro depois do refugo. Abra as estruturas e confira linha por linha — é para isso que a conta está no ar.
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Cadastre uma estrutura, abra uma ordem de 10 unidades e conclua com o refugo que você sabe que acontece. Em meia hora você tem o custo real de uma peça — e a conversa sobre preço passa a ter número.
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